FESTIVAL TRAVESSURAS CULTURAIS 2026 – 10.ª EDIÇÃO
De 12 a 15 de novembro, o Festival Travessuras Culturais celebra a sua 10.ª edição na vila da Ponta do Sol, com o tema “Escolher Viver”. Dez anos de encontros, de palcos abertos nas ruas e nas praças, de artistas que atravessaram o mar, de um público que fez deste festival a sua casa.
Escolher viver é escolher o encontro: continuar a criar e a acreditar, mesmo quando o caminho é difícil. É este o fio da programação, da capoeira, nascida da resistência à escravidão, à voz indomável de Chavela Vargas; das memórias de “As Coisas que Ficam” à procura de uma língua comum em “Minha pedra Rosetta”.
Com uma programação diversificada e acessível, o festival reafirma o compromisso que o move desde o primeiro dia: trazer o mundo até à ilha e levar a ilha ao mundo. Aos artistas que vêm de fora juntam-se os artistas da região: Dalila Souto, Catarina Perestrelo, Énia Santana e FLOR.
Uma 10.ª edição só é possível graças a quem caminha connosco e escolhe viver: o Théâtre de l’Opprimé de Paris e Rui Frati, que trazem a companhia a expensas próprias; a Capoeira Paname e Mestre Beija-Flor, que trazem quatro grandes mestres; o dramaturgo José Ramón Fernández, que oferece dois textos ao festival e também os nossos artistas, técnicos e voluntários, as escolas, a Casa do Povo da Ponta do Sol, a Estalagem da Ponta do Sol e a Câmara Municipal da Ponta do Sol, que reforçou o seu apoio, e a Direção Regional da Cultura.
Sem o apoio da DGARTES e com o financiamento regional igual desde 2017, chegar à 10.ª edição é um gesto de persistência — a nossa maneira, e a dos nossos parceiros, de escolher viver. Podemos!
Venham celebrar connosco dez anos de encontros e escolher viver, juntos.
Durante todo o festival
“Chegámos pelo Mar”
Exposição ao ar livre · Avenida do Mar · Comissariado: Associação Travessias Culturais
A história dos alimentos básicos que hoje fazem parte do nosso dia a dia — de onde vieram, que caminhos percorreram e como chegaram à Madeira. Da cana-de-açúcar, domesticada há milhares de anos na Nova Guiné e trazida para a ilha no século XV, pouco depois do povoamento, onde se tornou o “ouro branco” da Madeira, a outros alimentos que atravessaram oceanos até à nossa mesa. Ao longo do percurso, QR Codes dão acesso a imagens, vídeos e áudios em português, francês e inglês.
Dalila Souto – Exposição e Performance artística
Exposição e performance · Hall do Centro Cultural John dos Passos
No Hall do John dos Passos, Dalila Souto apresenta uma exposição dos seus quadros. E, ao longo do festival, a pintora está presente para uma performance ao vivo: a cada traço, procura captar a essência das mensagens criativas que ecoam no festival. A tela em branco torna-se palco, onde as cores se misturam para dar vida às narrativas, e os espectadores podem acompanhar o processo criativo em tempo real. Imersa na energia do evento, a artista absorve as influências das performances, exposições e debates, e deixa uma narrativa visual duradoura, que convida a continuar a reflexão para além das datas do festival.
Banda Desenhada nas Escolas
Exposição · Hall do Centro Cultural John dos Passos
O resultado do projeto Banda Desenhada nas Escolas de 2025. Em parceria com as escolas, os alunos receberam uma cópia a preto e branco de um álbum original e, sem terem visto o original, coloriram as páginas e escreveram o guião. A exposição mostra esse processo, do guião à cor, e revela como nasce uma banda desenhada.
Quinta-feira, 12 de novembro
11h00 Encontro com o Cinema nas Escolas (Gratuito)
Centro Cultural John dos Passos
Tafiti e os seus Amigos, de Timo Berg e Nina Wels: a aventura de um jovem suricata que descobre que qualquer caminho é melhor quando partilhado com um amigo.
19h00 Inauguração das exposições
“Chegámos pelo Mar” (Avenida do Mar), Dalila Souto e Banda Desenhada nas Escolas (Hall do Centro Cultural John dos Passos)
21h00 Encontro com o Cinema (Normal: 4,00 €; Reformados e Estudantes: 2,00 €)
Centro Cultural John dos Passos
Sexta-feira, 13 de novembro
19h00 Roda de Capoeira
Largo do Pelourinho · Mestre Beija-Flor / Capoeira Paname
A Capoeira Paname traz à Ponta do Sol quatro grandes mestres — Mestre Luana, Mestre Carcará, Mestre Gege e Mestre Ediandro — que, com capoeiristas de vários países, partilham as suas vivências e tradições. Na roda, o jogo transforma-se em diálogo e celebração.
21h00 “Minha pedra Rosetta”, de José Ramón Fernández (10 € por pessoa)
Centro Cultural John dos Passos · Théâtre de l’Opprimé, Paris
Uma história sobre o amor, a música e a dança, e sobre a extraordinária capacidade humana de encontrar caminhos para chegar ao outro. Entre gestos, sons e silêncios, comunicar torna-se aprender a olhar, a sentir e a reconhecer o outro.
Primeiro espetáculo em português do Théâtre de l’Opprimé de Paris. Tradução de Isabel Ribeiro e Alain Ramirez. Adaptação de Delphine Dey e Rui Frati. Espaço cénico e luzes de Tanguy Gauchet. Música de Toninho do Carmo. Direção de Rui Frati. Com Delphine Dey, Jean Pavageau, Leonardo Frati, Manuela Brazil e Teresa Ferreira.
Sábado, 14 de novembro
10h00–14h00 Workshop e Roda de Capoeira (10 € por pessoa)
Campo da Praia · Mestre Beija-Flor
Nascida entre os grilhões da escravidão, a capoeira é memória de resistência e sonho de igualdade. Com mestres vindos de Espanha, Portugal, França, Suíça, Alemanha e Inglaterra. Aberto a jovens, adolescentes e adultos.
16h30–17h30 Workshop de Danças Brasileiras (10 € por pessoa)
Campo da Praia · Mestre Gege
Ritmos, movimentos e expressões do Brasil, num ambiente descontraído e inclusivo, para celebrar a alegria de dançar em conjunto.
18h30 “As Coisas que Ficam” (Gratuito)
Capela de Santo António · Catarina Perestrelo e Énia Santana · M/16
Há memórias que desaparecem, outras que se transformam — e há aquelas que permanecem. Um espetáculo sensível e intimista sobre a infância, a família e a memória.
21h00 FLOR (10 € por pessoa)
Auditório do Centro Cultural John dos Passos · Diana Duarte (voz / loops), newborn (sintetizador), Ricardo Dias (contrabaixo)
FLOR é o alter ego de Diana Duarte, um jardim sonoro onde se exploram o minimalismo e o desapego, de uma forma crua e íntima: o poema é o chão, newborn forma a raiz, e Ricardo Dias dá movimento às folhas para que FLOR possa dar frutos.
Domingo, 15 de novembro
10h00–14h00 Workshop e Roda de Capoeira (10 € por pessoa)
Campo da Praia · Mestre Beija-Flor
16h30–17h30 Workshop de Danças Brasileiras (10 € por pessoa)
Campo da Praia · Mestre Gege
18h00 “Chavela, um encontro musical”, de José Ramón Fernández (10 € por pessoa)
Centro Cultural John dos Passos · Théâtre de l’Opprimé, Paris · Antestreia
Associando a interpretação de algumas das principais canções de Chavela Vargas, grande artista latino-americana, a um diálogo criativo entre artistas e público, dois atores e um músico fazem-nos viver uma parte importante da sua vida, ora no México, ora na Europa.
Com María Teresa Ferreira e Leonardo Frati, sob a direção musical ao vivo de Toninho do Carmo. Traduções de Alain Ramirez e Isabel Ribeiro. Espaço cénico de Tanguy Gauchet. Direção geral de Rui Frati. Uma produção do Théâtre de l’Opprimé de Paris, em antestreia no Festival Travessuras Culturais 2026.
